O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, acusou esta quinta-feira o Partido Socialista (PS) de adotar uma «postura de intransigência» que inviabilizou um acordo com o Governo sobre a reforma do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC).

«Desde o início, e ao longo da discussão sobre a reforma do IRC, o Governo sempre manifestou uma forte disponibilidade para o consenso», afirmou o governante, acrescentando que «durante esta negociação, o Governo fez todos os esforços para se aproximar da posição do Partido Socialista (PS), tendo aceitado, total ou parcialmente, seis das dez propostas apresentadas pelo PS», escreve a Lusa.

Porém, salientou à agência Lusa Paulo Núncio, «relativamente às quatro propostas restantes, o PS, infelizmente, assumiu uma postura de intransigência, de tudo ou nada».

Segundo o secretário de Estado, «esta atitude, por parte do PS, demonstrou uma falta de vontade para chegar a um consenso sobre um acordo global na reforma do IRC».

E reforçou: «Quando uma maioria absoluta aceita integrar, total ou parcialmente, seis das dez propostas do principal partido da oposição, e está disponível para chegar a um compromisso relativamente às outras quatro, isto não é uma posição retórica, é uma abertura efetiva ao consenso».