O presidente da comissão executiva da CGD, Paulo Macedo, disse esta segunda-feira que o banco tem de continuar a recuperar da trajetória de prejuízos, para poder servir no futuro as famílias e as empresas.

Paulo Macedo, que falava no encerramento do 12.º “Encontro Fora da Caixa”, em Aveiro, salientou que “não há bancos que não sejam rentáveis que subsistam”, da mesma maneira que empresas de outros setores.

“A Caixa tem de recuperar de uma trajetória de prejuízos de seis anos. Já conseguiu virar a página em 2017 e queremos que isso continue para podermos continuar a servir as famílias e as empresas portuguesas daqui a cinco, a dez e mais anos”, declarou.

O presidente da Caixa Geral de Depósitos enumerou alguns trunfos que a CGD tem no mercado, nomeadamente a reputação, a notoriedade e “uma proximidade muito significativa com os portugueses”.

“A caixa está aqui para fazer negócio, tem mais capital, tem mais liquidez, é o maior banco português, tem uma posição internacional que faz a diferença e quer crescer no mercado das pequenas e médias empresas e no mercado do crédito”, explicou.

Aludindo à redução do número de agências, Paulo Macedo garantiu que a sua perspetiva é de manter um número significativo, mas apostar também nas novas formas de relacionamento com os clientes.

“Da mesma maneira que achamos que temos que manter um espaço de agências muito significativo para servir as pessoas que querem ter essa relação com o banco, também sabemos que temos que oferecer uma forte digitalização e uma forte possibilidade de contactar o banco por canais alternativos”, disse.

O presidente da Caixa referiu a perspetiva de que três mil milhões de pessoas vão aceder às suas contas e serviços através de smartphones, tablets, computadores e smartwatch, e lembrou que hoje já há cerca de 2,6 milhões de portugueses que são utilizadores da internet.

“Temos 100 mil empresas que são clientes digitais da Caixa, temos dois milhões de acessos mensais digitais na Caixa e temos 50% das operações de comércio externo que são feitas de forma digital”, enumerou.

Paulo Macedo defendeu a ideia de inclusão nessa evolução, referindo-se nomeadamente aos clientes que ainda usam caderneta e à sua digitalização.

“A nossa forma preferencial de relacionamento não é através da caderneta, mas também não podemos ignorar que temos umas centenas de milhares de clientes que estão habituados a utilizar a caderneta. O que queremos é que a evolução tecnológica também vise a inclusão destas pessoas”, disse.