O antigo chefe da missão do Fundo Monetário Internacional em Portugal, Poul Thomsen disse esta quarta-feira que o programa desenhado para Portugal não era perfeito, mas recusa que as dificuldades dos últimos dois anos tenham sido causadas pelo próprio programa.

Comissão Europeia: reestruturação da dívida «está completamente fora dos planos»

Ao mesmo tempo, Paul Thomsen apoia Passos Coelho e afasta a reestruturação da dívida. Estratégia do Governo para a dívida pública é «credível» e tem de ser mantida, diz o responsável.

O dinamarquês que foi o primeiro (de três) chefe de missão do FMI em Portugal no resgate que começou em maio de 2011 disse que as dificuldades se agravaram depois do programa começar, mas que isso «não quer dizer que [o programa] tenha sido a raiz» desses problemas que aconteceram durante a sua vigência.

«O programa era perfeito? Obviamente que não», reconheceu no entanto o agora diretor-adjunto do departamento europeu do FMI, numa conferência que decorreu em Lisboa, promovida pelo Jornal de Negócios e pela Rádio Renascença.

O desenho inicial do programa tem sido alvo de várias críticas, em especial da direita que aponta responsabilidades ao PS que estava no Governo quando o memorando foi negociado.