Um Patek Philippe de 1930 tornou-se a peça de relojoaria mais cara de sempre, ao ser vendido por mais de 19 milhões de euros num leilão na Suíça.
 
A última vez que esta peça foi oferecida a leilão, em 1999, fez soar o martelo perto dos 9 milhões de euros, quinze anos mais tarde conquista agora um recorde mundial, no leilão encabeçado pela Sotheby’s em Genebra.
 
Os especialistas já suspeitavam estar perante o mais valioso e sofisticado relógio do mundo, e após quinze longos minutos, com as licitações de cinco potenciais compradores ao rubro, as suas previsões confirmaram-se. Tanto o vendedor como o comprador, no entanto, preferiram manter o anonimato.
 
Este relógio de bolso, em ouro, foi encomendado por Henry Graves, colecionador e banqueiro norte-americano, que pediu explicitamente que fosse o mais «complicado» relógio alguma vez produzido. 
 

Um desejo atendido pelas renomadas oficinas da Patek Philippe, que criaram uma peça de dupla face, com 24 complicações, como a fase da lua, calendário perpétuo, cronógrafo para dois eventos simultâneos, a hora do amanhecer e pôr do sol no Central Park, em Nova Iorque, entre muitos outros detalhes que o tornam verdadeiramente único.
 
A última vez que o «Henry Graves Supercomplication» recebeu corda foi em 1969, mas os especialista garantem que ainda está a funcionar.