O primeiro-ministro defendeu esta terça-feira que o avanço da união bancária a nível europeu é essencial para melhorar o financiamento da economia e impulsionar o crescimento do emprego jovem, que em Portugal regista uma taxa «extremamente elevada».

Pedro Passos Coelho falava aos jornalistas na embaixada portuguesa em Paris, antes de participar (com o ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares) na segunda conferência europeia sobre emprego jovem, que decorre esta tarde no Palácio do Eliseu.

O chefe do Governo português adiantou que neste encontro, em que está prevista a presença de 24 chefes de Estado e de Governo, estarão em análise «os níveis de aprendizagem na formação profissional» e a adaptação destes programas de apoio ao emprego «às necessidades do mercado de trabalho».

«Há uma preocupação muito grande em ver como estes programas, que têm vindo a ser preparados e desenhados, podem promover a criação de emprego e o empreendedorismo», declarou.

Sobre a experiência portuguesa, o primeiro-ministro referiu que o programa «Impulso Jovem» arrancou «com muitas dificuldades» e teve de ser «ajustado mais do que uma vez», mas que nos últimos meses o desempenho tem sido «mais positivo», envolvendo atualmente «cerca de 70 mil jovens».

Passos reiterou ainda que o novo programa europeu, «Garantia Jovem», deverá estar em funcionamento já no início de 2014.

O chefe do Governo assinalou que as estatísticas «vêm mostrando que existe algum recuo do desemprego jovem, o que é importante», mas que a taxa continua a ser «extremamente elevada».

Neste contexto, Pedro Passos Coelho considerou que este problema social exige «uma resposta concertada» a nível europeu e que a união bancária será importante para esbater as «dificuldades no financiamento à economia, que têm travado a recuperação».

«Tem havido uma insistência muito grande de alguns países, onde Portugal se inclui também, para se completar a união bancária, de forma a permitir a recuperação da economia e diminuir a fragmentação» no mercado de crédito, afirmou o primeiro-ministro.