O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta sexta-feira que o turismo foi um dos «motores da recuperação económica e da criação de emprego», depois de ter registado nos primeiros oito meses do ano um aumento das receitas de 7,3 por cento.

«As exportações do turismo crescem há 45 meses consecutivos. EM termos de receitas turísticas Portugal cresceu 7,2 por cento em 2011 e 5,6 em 2012, registando-se nos primeiros oito meses do ano uma evolução positiva de 7,3 por cento», afirmou Passos Coelho no discurso proferido na II Cimeira do Turismo Português, realizada hoje em Vilamoura, no Algarve.

Segundo o primeiro-ministro, Portugal cresceu «no número de turistas, dormidas, receitas, taxas de ocupação, proveitos das empresas, o que permitiu acomodar a queda mais ligeira do que no ano passado do turismo interno».

«Em alguns indicadores batemos recordes históricos», afirmou.

Pedro Passos Coelho disse que os resultados turísticos contribuíram para o ajustamento externo que tem sido feito «com a realização do equilíbrio da balança, de bens e serviços, e de um pequeno excedente na conta corrente e de capital, que se alargará consideravelmente no próximo ano».

O crescimento do turismo contribuiu também, segundo o primeiro-ministro, para a redução da taxa de desemprego nos últimos seis meses, mas sublinhou que «o mérito cabe aos empresários e trabalhadores e aos agentes envolvidos, cujo esforço redobrado é agora mais recompensado».

O primeiro-ministro diz que o Governo tem procurado apoiar o esforço das empresas turísticas, com o lançamento de linhas de apoio à tesouraria e à consolidação financeira e «com dotações de 230 milhões de euros», estando também a ser revistos os mecanismos de financiamento do setor turístico.

Pedro Passos Coelho acrescentou que o Governo pretende tornar o setor do turismo numa atividade de «concorrência leal», afirmando que se encontra em preparação um diploma «para a melhor regulação do alojamento local e para combater no alojamento paralelo», que deve ser «aprovado no início de 2014».

O governante disse ainda que «as restrições reais» não permitem reduzir a carga fiscal sobre as famílias e sobre o consumo «tão rapidamente como desejaria».

«Insistimos em reformar o IRC para incentivar o investimento criador de emprego, para facilitar a vida às nossas Pequenas e Médias Empresas e estimular a atividade empresarial. O setor do turismo será certamente beneficiado com esta reforma», declarou o primeiro-ministro.