Passos Coelho não desarma e mantém toda a confiança em Maria Luís Albuquerque. O primeiro-ministro voltou a reagir à polémica dos contratos swap e para dizer que a Ministra das Finanças está a fazer bem o seu trabalho.

«A realidade que vivemos com esses contratos swap, bem como os factos se virão a apurar em sede própria eu estou convencido que darão razão quer ao Governo no seu conjunto quer ao trabalho que a senhora ministra das Finanças vem fazendo nessa matéria», frisou aos jornalistas em Alijó, acrescentando:

«Nós herdámos muitos contratos swap que foram realizados durante muitos anos. Eles não foram feitos na vigência deste Governo, como outros encargos que nós herdámos, que o país herdou. Temos contratos realizados por empresas públicas que não mereceram em devido tempo a reação devida. Havia recomendações do Tribunal de Contas desde 2008 sobre esses contratos, mas foi preciso aparecer a troika para que se fizesse o levantamento da informação necessária sobre a relevância desses contratos. Essa informação começou a ser levantada pelo meu Governo. Maria Luís Alburquerque está a resolver um problema que poderia ter custos muito elevados para o Estado e para todos os contribuintes e eu que espero se possa minimizar o mais possível».

«Estou convencido que o futuro mostrará que a confiança que tenho depositado no trabalho da doutora Maria Luís Albuquerque é uma confiança justificada, porque nós estamos a resolver um problema muito sério que não fomos nós que criámos», vincou.

No que diz respeito ao relatório do Tribunal de Contas sobre as Parcerias Público-Privadas na saúde, Passos Coelho diz que ainda não o conhece, mas as recomendações vão ser tomadas em conta. Aproveitou para explicar que as PPP também são um grande problema vindo do passado:

«Recordo que há um conjunto de investimentos significativos em torno de Parcerias Público-Privadas que foram realizadas no passado, seja na área rodoviária, seja como áreas como a da Saúde, que representam um encargo bastante pesado. O Governo entendeu criar uma unidade especial para fazer a monitorização de todas essas parcerias, que têm encargos muito complexos e trazem para futuro encargos ainda significativos que nós precisamos de contabilizar com a maior transparência possível. Não é uma situação simples. Trata-se de encargos assumidos no passado e que neste caso das parcerias da saúde precisam de ser melhor contabilizados, não do passado, mas para exercícios futuros».

No que diz respeito às polémicas declarações sobre a necessidade de uma união nacional, Passos Coelho esclarece: «Quero reafirmar que o país precisa muito de um espírito de união entre todos os portugueses e portanto de uma união nacional para ultrapassar dificuldades que têm uma dimensão muito grande. É um espírito importante e creio que todos o entenderam».