Em entrevista, na terça-feira, o Primeiro-Ministro afirmava que o Governo tem trabalho feito no corte dos consumos intermédios, referido uma redução de 1,6 mil milhões de euros na máquina do Estado entre 2010 e 2013.

O que Passos não referiu é que metade dessa correção se deve a um efeito base provocado pelo registo em 2010 dos 2 submarinos comprados quando Paulo Portas era ministro da Defesa, revela o Negócios.

É quer a compra dos submarinos foi contabilizada em 2010, engordando em 880 milhões de euros a fatura com consumos intermédios. No ano seguinte, como já não figuravam na lista, acabaram por ajudar aos número de Passos Coelho.

Excluindo essa operação extraordinária, o Governo cortou até agora 754 milhões de euros em consumos intermédios.