O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse esta quinta-feira durante a sua intervenção no Parlamento, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano, que o Governo quer reduzir a carga fiscal de forma permanente e defendeu, ao mesmo tempo, que esse objetivo depende de um compromisso que envolva o Partido Socialista (PS).

Passos Coelho salientou que, «neste compromisso de controlo da despesa do Estado, estamos muito atentos aos sinais que parecem ter sido dados pelo principal partido da oposição. Essa atenção é devida porque quem se recusar a este compromisso estará a sacrificar a redução da dívida, o cumprimento das regras europeias e os direitos das gerações mais jovens (...) e estará a sacrificar a indispensável redução da carga fiscal e o crescimento da economia».

O primeiro-ministro não se adiantou com datas nem valores, mas sublinhou como um dos objetivos essenciais do Governo prende-se com a «redução da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e sobre o consumo».

«Queremos baixar os impostos de modo permanente. Contudo, isso só será possível se não nos desviarmos do caminho de redução e controlo da despesa», salientou.

De acordo com Passos Coelho, o Governo não se conforma «com o peso que a carga fiscal atingiu» e quer aliviá-la «para o futuro».