O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, considerou hoje que os trabalhos desenvolvidos durante a II Cimeira Moçambique-Portugal reforçaram a «parceria estratégica» que os dois países mantêm, antecipando uma expansão na cooperação luso-moçambicana.

Passos Coelho recebeu hoje o Presidente moçambicano na residência da embaixada portuguesa, em Maputo, retribuindo um jantar oferecido quarta-feira por Armando Guebuza à comitiva governamental portuguesa, tendo os dois governantes aproveitado o momento para fazer um resumido balanço sobre os resultados da cimeira bilateral.

«Os nossos trabalhos permitiram reforçar a nossa parceria estratégica e sinalizar a excelência do elevado nível das nossas relações», disse Passos Coelho, acrescentando que «o atual contexto do relacionamento entre os países não poderia ser mais propício ao fortalecimento e à expansão da cooperação».

Classificando como «profícua» a relação entre os dois países, Armando Guebuza garantiu que Moçambique fará «a sua parte a todos os níveis para que os compromissos assumidos durante a cimeira sejam implementados e produzam os resultados almejados», no sentido do reforço da cooperação luso-moçambicana.

A receção do Governo português ao executivo de Maputo ficou marcada pela atuação do projeto Xiquitsi, uma orquestra juvenil de música clássica formada há um ano pela artista moçambicana Eldevina Materula, que «surpreendeu» Armando Guebuza, no que considerou ser uma «uma expressão daquilo que aproxima e cimenta a amizade» entre os dois países.

O chefe de Estado moçambicano aproveitou o momento para aceitar um convite de Passos Coelho para visitar Portugal, mostrando-se disponível para o fazer antes das próximas eleições presidenciais moçambicanas, agendadas para 15 de outubro.

«Já que manifesta a vontade de me ver em Lisboa, esperemos que esse momento ocorra antes do fim do meu mandato», disse Guebuza. «Assim será», respondeu prontamente Passos Coelho.