O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, saudou as previsões da OCDE que apontam para um crescimento de 1,6% da economia em 2015, considerando que é "uma boa notícia" as instituições internacionais preverem uma recuperação.

"Apesar de não serem inteiramente coincidentes com as do Governo - mas, isso é natural que suceda - têm, no entanto, uma perspetiva que é muito convergente com aquela que nós temos apresentado. A economia portuguesa deverá este ano registar um crescimento de pelo menos 1,6%, o que é importante"


De acordo com o ' Economic Outlook', publicado esta quarta-feira, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) reviu em alta as previsões para Portugal, esperando que a economia cresça 1,6% em 2015 (contra os 1,3% estimados em novembro) e 1,8% em 2016 (acima dos 1,5% anteriormente previstos).

A OCDE espera, assim, o mesmo crescimento que o Governo português para este ano (de 1,6%) mas, para 2016, está mais pessimista, uma vez que o executivo aponta para um crescimento de 2%, duas décimas de ponto percentual acima da estimativa da OCDE.

Já em relação às perspetivas para o défice orçamental de Portugal, a OCDE continua a esperar um défice de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, ligeiramente acima da previsão do Governo (de 2,7%).

No entanto, a instituição agravou a estimativa para 2016, antecipando agora um défice de 2,8% no próximo ano (contra os 2,3% previstos em novembro), uma previsão que é bastante menos otimista do que a do Governo, que espera um défice orçamental de 1,8% para o próximo ano.

Questionado sobre estas previsões, o primeiro-ministro disse tratar-se de uma "boa notícia" e a confirmação que as instituições internacionais preveem - tal como já aconteceu com a comissão europeia - para "uma recuperação da economia ao longo deste ano"

"Isso permitirá, nos termos em que o Governo se propôs, obter um resultado em termos de equilíbrio orçamental mais próximo daquele que interessa ao país que é sair do procedimento de défice excessivo e, portanto, ter um défice orçamental inferior a 3%", disse.

Passos Coelho salientou ainda que será possível "até ao final do ano Portugal, pela primeira vez em muitos anos, registar um défice orçamental inferior a 3%", o que se revela fundamental para manter a credibilidade e o caminho de retoma económica.