Pedro Passos Coelho sublinhou que a previsão do banco central é até uma décima mais alta do que aquela que o Governo fez quando elaborou o Orçamento do Estado em outubro passado, e que muitos consideraram irrealista.

“Esta é mais uma previsão que mostra que aquelas que o Governo fez quando elaborou o Orçamento de Estado eram realistas”, disse, acrescentando que todas as instituições, nacionais e internacionais, “à media que vão fazendo as atualizações das suas projeções, vão-se aproximando das do Governo, o que é muito positivo para o país”.

Passos Coelho lembrou que Portugal está desde 2013 num processo de recuperação económica e do emprego.

“É o que interessa”, sublinhou. “São bons dados para os portugueses e para o país. O Banco de Portugal tem uma perspetiva da composição dessa recuperação que é mais favorável que a do Governo, porque é feita sobretudo à custa da procura interna do investimento, e isso é muito importante, porque para crescer de forma mais sustentada, temos de o fazer com base no investimento, e fazê-lo sem nos estarmos a endividar”.

Por isso, para o primeiro-ministro, a previsão do Banco de Portugal “confirma de alguma maneira o acerto da política económica” que o Executivo tem seguido.