O primeiro-ministro português afirmou hoje que está prevista uma discussão sobre a forma de aliviar os juros e prazos de pagamento da dívida grega, mas sustentou que um perdão de dívida só é possível fora zona euro.

"Nós só podemos aliviar o peso da dívida, não a podemos perdoar, dentro das regras europeias. E houve um compromisso entre todos os chefes de Estado e de Governo da zona euro em discutir este problema assim que a Grécia possa ter uma primeira avaliação completa e positiva do novo programa".


Pedro Passos Coelho adiantou que "isso será uma pré-condição para o Fundo Monetário Internacional (FMI) poder vir a juntar-se a um terceiro programa para a Grécia".

Em declarações aos jornalistas, no ISCTE, em Lisboa, Passos Coelho sustentou que a alternativa de perdoar parte da dívida grega implicava que esta saísse da moeda única: "A Grécia não poderia estar dentro da zona euro, e, portanto, isso seria uma ajuda para que os gregos pudessem refazer a sua economia fora da zona euro, se eles assim o desejassem. Nesse caso haveria, não tenho dúvida, disponibilidade para fazer um perdão parcial dessa dívida".

O parlamento alemão vota hoje o terceiro resgate internacional à Grécia.