Pedro Passos Coelho defendeu, esta segunda-feira, a importância da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) aproveitar as oportunidades da «lusofonia económica e energética».

Na abertura de um encontro sobre Bancos, Seguradoras e Instituições Financeiras, em Lisboa, o primeiro-ministro afirmou que a instituição «há muito vem transcendendo os seus três pilares originais: concertação político-diplomática, cooperação para o desenvolvimento e difusão da língua Portuguesa».

No ano em que a CPLP celebra 18 anos, Passos considera que a «economia assume um papel cada vez mais central na atuação da nossa organização e que a lusofonia económica constitui uma das maiores oportunidades da CPLP na nova economia global», disse.

O chefe do Executivo da maioria PSD/CDS-PP prometeu que o país está preparado para «explorar a dinâmica de crescimento numa lógica de fazer negócios na língua portuguesa. Portugal, pela sua parte, assume o compromisso de dar o seu contributo para esse efeito».

Passos Coelho salientou que a CPLP «assume, crescentemente, uma dimensão energética», referindo que 25% de todas as novas descobertas de petróleo e gás foram feitas em países de língua portuguesa (Brasil, Moçambique e Angola), desde 2005.

«Timor-Leste apresenta, por sua vez, um elevado potencial no âmbito dos hidrocarbonetos e procura fomentar a lusofonia energética, tendo sugerido a eventual constituição de um consórcio de empresas lusófonas para explorar reservas existentes», afirmou. Acrescentou ainda que a futura «Cimeira de Dilí» será «um momento de acentuado simbolismo», pois aquele país vai receber em breve a presidência da CPLP, após Moçambique.

Os objetivos deste encontro de um dia, na capital portuguesa, são «promover o financiamento às economias e ao desenvolvimento, concretizar a livre circulação de pessoas, bens, serviços e transferências de capitais, melhorar os procedimentos para a criação de empresas, criar mecanismos de mediação de conflitos, implementar a diplomacia económica, criar a comissão instaladora da União de Bancos, Seguradoras e Instituições Financeiras da CPLP e criar a comissão especializada da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP)» nesta área.