O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse esta terça-feira que manter a previsão de défice de 2,5% para o próximo ano significaria «um certo fanatismo orçamental», sublinhando que a alternativa seria aumentar a carga fiscal.

No final de uma visita ao concelho de Oleiros, distrito de Castelo Branco, o primeiro-ministro foi questionado sobre o anúncio que hoje fez de que a previsão do défice para 2015 será de 2,7% e não de 2,5%, como estava inicialmente inscrito no Documento de Estratégia Orçamental de abril.

«Nesta altura, não seria senão contraproducente estar a aumentar impostos para, em vez de termos um défice de 2,7%, termos 2,5%», afirmou, dizendo esperar que a Comissão Europeia compreenda os motivos do Governo.

«Se nós estivéssemos longe de atingir os objetivos a que nos propusemos teríamos de ponderar outro tipo de medidas. Nesta altura, com o conjunto de medidas que estão apontadas, fazer finca-pé exatamente nos 2,5% significaria, se me é permitida a imagem, um certo fanatismo orçamental», acrescentou.

O Governo entrega esta quarta-feira a proposta do Orçamento do Estado para 2015, mas algumas medidas têm sido levantadas. Entre as mais polémicas, a questão dos impostos. No entanto, um eventual alivio da carga fiscal só deverá ser conseguido em 2016, com um próximo Governo.