O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, defendeu esta sexta-feira em Florença a criação de um Fundo Monetário Europeu para "pôr um ponto final na troika" e"pôr a Europa a resolver os seus problemas".

"Era importante que o Fundo Monetário Europeu fosse uma contraparte do Banco Central Europeu. Pôr um ponto final na troika e pôr a Europa a resolver os seus problemas", afirmou aos jornalistas.


Pedro Passos Coelho falava aos jornalistas em Florença após um encontro com o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, com quem debateu reformas estruturais na Europa e a recuperação económica da União Europeia (UE).

Passos Coelho vai encerrar esta sexta-feira uma conferência sobre a União Europeia que decorre em Florença, na qual vai propor algumas reformas.

"A UE tem hoje uma vasta experiencia em gestão de crises financeiras", disse Passos Coelho aos jornalistas, acrescentando que um Fundo Monetário Europeu poderia ajudar a criar outra confiança nas instituições.

"Devemos retirar os países da gestão da crise e entregar o assunto a instituições", disse também.


Passos Coelho explicou ainda que, com Matteo Renzi, discutiu as relações entre Portugal e Itália e elogiou depois o trabalho do homólogo italiano nas reformas que tem desenvolvido. "Precisamos de uma recuperação mais forte da Europa", e a Itália, em conjunto com a França, a Alemanha e a Espanha, podem ter um papel importante nessa recuperação, disse.

Com Matteo Renzi, Passos Coelho falou ainda - acrescentou - da questão da imigração no Mediterrâneo, tendo Portugal garantido o seu contributo para os objetivos da União Europeia, de reforçar a segurança na região, mas também de reforçar a ajuda humanitária.