O primeiro-ministro reclamou esta quarta-feira confiança na estratégia financeira do Estado português, destacando a mais recente emissão de dívida pública, mas considerou que persistem fatores de risco, sobretudo de natureza externa, que não identificou.

Na conferência "Turismo 2020", realizada após a abertura da Bolsa de Turismo de Lisboa, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), Pedro Passos Coelho não se referiu à decisão da Comissão Europeia de colocar Portugal num grupo de cinco países que exigem «monitorização específica» por «desequilíbrios excessivos», e depois escusou-se a falar do assunto aos jornalistas.

No final da sua intervenção, o chefe do executivo PSD/CDS-PP destacou a emissão de dívida pública a dez anos realizada esta manhã, considerando que há «sinais que se acumulam de confiança na estratégia financeira do Estado» e que isso cria «um quadro de financiamento à atividade económica a custos mais compatíveis com os modelos de negócio».

«A estratégia de consolidação orçamental de ajustamento das nossas finanças públicas não está apenas a prestar um bom serviço no médio e no longo prazo para os nossos impostos e, portanto, para todos aqueles que são chamados a suportar o peso do passado; presta também um bom serviço ao propiciar formas de financiamento mais acessíveis a toda a economia. E isso, se não resolve todos os nossos problemas, ajuda decisivamente a dar um vigor maior à nossa recuperação económica», acrescentou.

Em seguida, Passos Coelho apontou a existência de riscos fora do controlo de Portugal:

«Sabemos, evidentemente, que ainda enfrentamos fatores de risco, sobretudo de natureza externa, mas essa é mais uma razão para fortalecermos a nossa posição cá dentro, para resistirmos bem caso esses riscos se possam vir a materializar, para podermos aproveitar melhor as oportunidades externas caso eles não se verificam».

«As tarefas que assumimos continuam a ser determinantes: trabalhar para proteger os portugueses e o país de riscos que nós não controlamos, e prosseguir as reformas para termos uma economia mais forte e uma sociedade mais democrática», concluiu.