O primeiro-ministro considerou, esta sexta-feira, que Portugal não pode passar por uma crise que conduza a eleições antecipadas, num discurso em que defendeu que é preciso manter o rumo seguido, embora ele seja difícil.

«Quero aqui hoje dizer-vos que o caminho que estamos a trilhar, não sendo fácil, não é um caminho que nós possamos abandonar», afirmou Pedro Passos Coelho, na Malveira, concelho de Mafra.

Em seguida, o chefe do executivo PSD/CDS-PP falou da necessidade de evitar uma crise política: «Ainda há pouco tempo o país se apercebeu de qual poderia ser o custo de uma crise política no país. E hoje as pessoas sabem que o país não pode passar por uma crise que pudesse conduzir à instabilidade política e a eleições.»

«Por isso, o Governo está determinado em prosseguir o seu caminho», reiterou.

Antes, Passos Coelho alegou que «as pessoas hoje têm uma grande maturidade quando olham para os problemas e para as soluções» adotadas pelo Governo.

«Sabem que não há nenhum político à face da terra nem nenhum governante à face da terra que deseje outra coisa para o seu povo e para a sua sociedade que não seja o progresso e o desenvolvimento, mas que mais fácil é prometer do que fazer. E aquilo que estamos a fazer tem um grau de dificuldade que as pessoas compreendem», reforçou.

Referindo-se à oitava e à nona avaliação do programa de resgate a Portugal, que estão em curso, o primeiro-ministro e presidente do PSD acrescentou: «Mesmo nesta fase em que estamos a negociar os próximos meses e os próximos anos do nosso país com os nossos credores oficiais, nós não abandonamos Portugal e não nos desviaremos desta determinação de vencer esta crise e de poder construir um Portugal moderno e desenvolvido».