O primeiro-ministro, Passos Coelho, reiterou esta quinta-feira, em entrevista à TVI, que os sacrifícios pedidos aos portugueses ao longo dos últimos anos tiveram uma distribuição justa, recusando terem sido um ‘ataque’ aos pensionistas.
 

“Nós procurámos durante estes anos que esses sacrifícios fossem distribuídos por todos, sobretudo por aqueles que podem mais. Não é verdade que o esforço só tivesse sido pedido aos reformados. E eu não tenho nada contra os reformados e contra os pensionistas”, afirmou Passos nos estúdios da TVI.

 
Passos explicou que a austeridade imposta aos portugueses se tornou imperiosa devido à situação em que o país se encontrava.
 

“A razão por que nós retiramos rendimentos aos reformados, não foi só aos pensionistas, foi porque o país estava à beira de um abismo financeiro e, por isso, tivemos de ir buscar dinheiro a todos, onde ele existia", disse o governante.

E tivemos uma consequência com isso: conseguimos fechar o programa de assistência financeira e livrar-nos de um ciclo vicioso que nos levaria à negociação de um segundo programa”, congratulou-se.

 

“Não há ninguém, em Governo nenhum, que tenha nenhum prazer em adotar medidas que representem restrições de rendimentos seja para quem for. Os políticos são eleitos pelo povo e, portanto, todos aqueles que acham que ganham votos a tirar rendimentos às pessoas só podem estar muito equivocados”.

 

Sistema de pensões

 
Passos Coelho referiu ainda que é prioritário que se encontre uma solução para o Sistema de Pensões e apelou a um consenso partidário.
 

“O que temos de fazer é dar sustentabilidade ao sistema de pensões. Eu espero que ele não fique intocável, porque se ficar intocável ele não é sustentável e daqui a não muitos anos nós não teremos condições - nós país - para que os pensionistas recebam as suas pensões”.

 

“Temos de encontrar uma solução para o sistema de pensões que dê segurança e confiança aos nossos pensionistas e isso vai merecer a ação política do próximo governo e eu julgo que deve emergir de um consenso entre as principais forças partidárias”. 

Na mesma entrevista, Passos Coelho referiu que, caso seja reeleito primeiro-ministro a 4 de outubro, não se compromete com uma descida do IVA na restauração.