O primeiro-ministro, que está esta manhã no debate quinzenal a responder às perguntas dos deputados, sublinhou que as quedas consecutivas dos juros da dívida pública é um sinal de que Portugal não está sob stress financeiro e que o país está a merecer uma confiança dos credores.

«Estamos hoje com taxas de juro inferiores àquelas que vigoravam um ano antes do pedido de resgate, algumas chegando a dois anos antes. Isto é sinal de que não estamos sob stress financeiro, estamos a merecer a confiança de quem nos pode emprestar dinheiro, e isso faz toda a diferença», defendeu o governante.

Respondendo à pergunta do líder do PCP, Jerónimo de Sousa, que abordou a questão da pobreza e dos números do INE, que mostram que o número de pobres se tem agravado. O primeiro-ministro lembrou que o país não pode suportar o nível atual de rendimento, sendo importante as medidas que se tomam para o reduzir. «Portugal foi, entre 9 países, considerado em estudo para perceber como o esforço de consolidação foi pago pelos contribuintes. Em Portugal os contribuintes do último escalão de rendimento fizeram o dobro do esforço do que os de rendimento mais baixo», asseverou.