O primeiro-ministro considerou esta sexta-feira que o Governo não está perante o dilema de tomar medidas que ponham em causa o crescimento, e que não vale a pena estar «sempre a regurgitar» o que foi feito anteriormente.

Pedro Passos Coelho assumiu esta posição na residência oficial de São Bento, em Lisboa, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, depois de questionado se concorda com a sua rejeição de medidas prejudiciais ao crescimento, e se pensa que poderá arrepender-se da austeridade aplicada nos últimos anos.

Na resposta, o chefe do executivo PSD/CDS-PP afirmou que Portugal está «em terreno de crescimento», referiu as previsões para este ano e 2016 e concluiu: «O que significa que não estamos, felizmente, perante o dilema de ter de tomar medidas que ponham em causa o crescimento».

Quanto ao passado, disse: «Nós tomámos muitas medidas ao longo destes anos para podermos chegar hoje ao ponto em que estamos, que é o ter a nossa economia a crescer. E não vejo nenhuma utilidade em estarmos sempre a regurgitar o que tivemos de fazer para aqui chegar - a não ser para nos recordar o quanto nos custou fazer o trabalho de casa que era indispensável para merecer a confiança dos investidores, e também a confiança dos portugueses, como é evidente».