O primeiro-ministro reafirmou esta terça-feira que Portugal necessita de um consenso alargado para ter estabilidade e voltou a apelar ao Partido Socialista. Pedro Passos Coelho está esta manhã na Lisbon Summit, uma conferência que decorre em Cascais, organizada pela revista The Economist.

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O governante garantiu ainda que o Executivo quer reduzir o IRS «tão cedo quanto possível» e, para isso acontecer, o Governo vai necessitar de manter a mesma rota de consolidação orçamental.

«Precisamos de manter o esforço e a disciplina na despesa pública», reiterou.

«A solução é simples: reformar, reformar, reformar»

Pedro Passos Coelho reconheceu também que o regresso de Portugal ao financiamento no mercado «parece agora mais fácil do que há um ano», mas voltou a afirmar que é «demasiado cedo» para apresentar a estratégia que irá ser seguida depois do término do programa de assistência financeira da troika, que termina em maio.

«Desde o início que o Eurogrupo, mas também o Conselho Europeu, decidiu que qualquer país que cumprisse o seu programa poderia ter apoio europeu no regresso aos mercados. Por isso, presumo que se precisarmos de uma linha de crédito não há razão para não haver acordo para isso a nível europeu», declarou.

Em resposta a questões da audiência, em inglês, o chefe do executivo PSD/CDS-PP sustentou que «a dívida pública portuguesa é sustentável», voltando a excluir um perdão ou uma reestruturação da dívida, bem como a necessidade de um segundo resgate.

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Por outro lado, considerou que poderá haver uma melhoria da classificação da dívida portuguesa pelas agências de rating.