O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo poupou aos portugueses o equivalente a «muitos submarinos» com a redução de despesa pública através do cancelamento de contratos e conseguiu uma «evolução significativa» dos consumos intermédios.

Passos: «É necessário manter a prudência orçamental»

«Os nossos sacrifícios começam a valer a pena»

Durante o debate quinzenal no parlamento, em resposta ao líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, Pedro Passos Coelho sustentou que Portugal se está a aproximar «cada vez mais depressa de um caminho de equilíbrio orçamental de médio e longo prazo» e que «não há razão para ser austeridade-dependente».

Esta expressão tinha sido utilizada anteriormente pelo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, numa crítica à oposição, que acusou de assustar os portugueses com a ideia de que vêm aí novos cortes, que alegou ser falsa.

Luís Montenegro deu como afastada a necessidade de «mais austeridade de emergência» sobre famílias e empresas e declarou que o PSD quer «que os portugueses recuperem rendimento e possam ter menos impostos para pagar», mas de forma sustentável e não efémera, defendendo que isso implica «criar condições da parte do Estado e da economia».

Em seguida, Passos Coelho indicou números da evolução da despesa corrente primária entre 2010 e 2013, procurando demonstrar que o esforço de consolidação das contas públicas nos últimos três anos «não foi simplesmente ancorado em medidas que são extremamente dolorosas como as da redução de rendimentos» de funcionários públicos e pensionistas.

«Pelo contrário, o essencial dessas medidas foi feito à custa da despesa corrente primária, que foi reduzida, fora esses montantes, e em particular com os muitos submarinos que nós poupámos a Portugal e aos portugueses durante muitos anos com os contratos que cancelámos», acrescentou.

O primeiro-ministro fazia alusão à objeção de que as despesas com submarinos «inflacionaram» os consumos intermédios de 2010. Passos Coelho fez, então, uma comparação com o ano anterior, assinalando que «2009 não tinha submarinos», referindo que nesse ano a despesa em consumos intermédios foi superior a 8,4 mil milhões de euros e em 2013 tinha diminuído para 7,3 mil milhões.