[Atualizada às 10:52]

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sublinhou esta sexta-feira que a expetativa do Governo é a de que as exportações atinjam mais de 40% ainda em 2013 e cheguem aos 45% do Produto Interno Bruto até 2015.

Naquele que é primeiro debate quinzenal desde a provação do Orçamento do Estado para 2014, o governante defendeu que estes valores significam um «resultado bastante melhor do que aquele que era o melhor resultado previsto, quando se achava que a economia europeia iria crescer muito mais do que efetivamente aconteceu».

Passos Coelho reiterou que Portugal sairá da crise, conforme está anunciado: «Iremos establizar consumo interno, ter um contributo mais positivo da procura interna através do investimento no próximo ano, mas não deixaremos de ter o contributo positivo das nossas expoetações, que se prevê que possam crescer acima de 5% em 2014 e 2015», avançou.

Pedro Passos Coelho disse que o Governo PSD/CDS-PP assumiu funções em 2011 com o objetivo de lançar «reformas estruturais que implicassem a redução dos setores protegidos» e «a diminuição das rendas que eles facultavam» para tornar a economia portuguesa «mais aberta, mais exportadora, menos comandada pela procura interna, mais comandada pela procura externa».

Para o governante, «estamos a viver um momento histórico que o país procurou praticamente desde que aderiu à EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre) ainda durante os anos 60 e depois quando aderiu à CEE (Comunidade Económica Europeia) e, ulteriormente, à União Europeia, formulou o desejo de se tornar uma economia mais europeia, uma economia social de mercado mais aberta ao exterior, incorporando maior riqueza nacional e dessa maneira oferecendo maiores oportunidades para todos», considerou.