
O presidente do PSD e primeiro-ministro disse esta terça-feira que em 2013 o «grande Ministério vai ser o da dívida pública», com mais de «7,5 mil milhões de euros», que consumirá mais do que será consumido com saúde ou educação.
«Para o ano, o grande Ministério vai ser o da dívida pública, mais de 7,5 mil milhões de euros», afirmou Pedro Passos Coelho durante um encontro com os Trabalhadores Sociais-Democratas, assinalando o 1º e Maio, Dia do Trabalhador, cita a Lusa.
O líder dos sociais-democratas e chefe do Governo argumentou, por isso, pela necessidade de haver «realismo».
Em 2013, os juros da dívida pública atingirão mais do que será consumido com a saúde, educação, e com a segurança social, e, «já não se fala da defesa, da segurança interna, da cultura, o desporto, de todas as outras políticas, da justiça à economia que precisam de financiamento público», disse.
«Está bom de ver que quem não quiser olhar para esta realidade pode sonhar o que quiser, pode prometer o que quiser, pode até prometer gastar esses mais e sete mil milhões de euros no que quiser, mas a verdade é que esse dinheiro é dinheiro que nós devemos àqueles que nos financiaram durante muitos anos», afirmou.
Para Passos Coelho, «uma coisa é ter um sonho e futuro, uma ambição para o país, outra é viver no meio as ilusões», porque, afirmou, «quem vive no meio das ilusões, em regra, não consegue construir um bom futuro».
«Criando uma dívida assim para o futuro todos somo bons governantes, não há dúvida, não custa a ninguém, é só mandar fazer e depois mandar passar o cheque daqui a uns anos, que não são aqueles que mandam fazer que depois pagam», declarou, condenando, sem nomear, «aqueles que acham que a crise se resolve como se criou, com mais dívida e com mais irresponsabilidade».