Portugal e a zona euro ultrapassaram a pior fase da crise de dívida soberana apesar da manutenção das incertezas quanto ao financiamento da Grécia, afirmou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que diz estar focado em tornar o crescimento mais robusto.

«As piores expectativas que podiam existir, as maiores incertezas, não apenas para o futuro da economia portuguesa mas também para a zona euro e União Europeia estão afastados», afirmou, numa conferência sobre investimento, em Lisboa.

«Mesmo no caso mais incerto da Grécia, ninguém discute a possibilidade do euro falhar», vincou o responsável.
A Grécia, a braços com dificuldades de liquidez e numa luta contra o tempo para chegar a acordo com os parceiros europeus sobre uma crucial lista de reformas, reembolsou esta quinta-feira 450 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional, como agendado e prometido.

O jornal grego Kathimerini disse que os parceiros europeus deram um prazo de seis dias a Atenas para reformular a sua lista de reformas, para que sejam aprovadas na reunião do Eurogrupo de 24 de Abril, libertando crucial ajuda financeira.

Pedro Passos Coelho disse que, apesar da persistência de problemas e «riscos importantes», Portugal virou a página.

«Não sabíamos se conseguíamos superar estas dificuldades. Durante vários anos houve essa preocupação. Criámos mecanismos próprios para resolver crises desta natureza», disse.

«Vivemos hoje um clima radicalmente diferente. Nesta altura quer Portugal quer a Europa apresentam condições significativamente diferentes», sublinhou.

O Governo ainda tem uma previsão de crescimento de 1,5% do produto interno bruto para 2015 contra 0,9% em 2014, mas o Ministro da Economia já apontou um crescimento de 2% como um cenário possível este ano.