Os investidores não residentes detêm 59,5% do capital social relativo a participações qualificadas ponderado pela capitalização bolsista das empresas portuguesas, contra 40,5% do capital detido por residentes, segundo o relatório da CMVM relativo a 2012.

De acordo com o documento da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), hoje disponibilizado, no final de 2012, houve uma inversão face ao verificado em 2011 e os investidores estrangeiros passaram a ter mais peso nas cotadas portuguesas.

O free float (capital das empresas espalhado por investidores sem participações qualificadas, acima de 2%) correspondia a cerca de 21,9% do capital social em 2012, uma ligeira diminuição face ao ano anterior.

O supervisor dá também nota de que, em 2012, «registou-se uma diminuição do peso do Estado e um reforço do peso dos investidores qualificados na estrutura acionista» das cotadas portuguesas.

Em termos de modelo societário, mantém-se a predominância do modelo latino, que é adotado em cerca de 72% das 43 emitentes analisadas. A dimensão média do órgão de administração aumentou ligeiramente e constatou-se que os órgãos de administração eram maioritariamente compostos por membros não executivos.

O peso relativo dos administradores independentes nos conselhos de administração diminuiu para 22,1%. Considerando somente os não executivos, o peso dos independentes atingiu os 38,2%.

«Os membros executivos dos órgãos de administração das sociedades cotadas que exercem funções a tempo inteiro acumulavam, em média, funções de administração em 12,8 sociedades de dentro e de fora do grupo da sociedade cotada, o que representa uma diminuição face ao valor de 2011», informou a entidade liderada por Carlos Tavares.