Um grupo de empresários portugueses de diversas áreas de atividade está interessado na aquisição dos terrenos e reconstrução do antigo parque aquático da Costa da Caparica, Almada, com um custo global estimado de 6 a 9 milhões de euros.

«Há um negócio em curso para aquisição dos terrenos do antigo Onda Parque por um grupo de investidores, todos portugueses», confirmou à agência Lusa Sónia Eugénio, da empresa imobiliária que está a mediar o negócio, adiantando que a «escritura de compra e venda ainda não tem data marcada», mas deverá ser efetuada «dentro de poucos dias».

Segundo Sónia Eugénio, o projeto de reconstrução ainda não deu entrada na Câmara de Almada porque a aquisição do imóvel ainda não está consumada, mas a mediadora do negócio diz que os potenciais compradores acreditam que será possível reabrir o antigo parque aquático durante o verão de 2015.

«O que vamos fazer é uma reconstrução. O projeto já existe, naturalmente. Portanto, o que há a fazer são atualizações. Daí os potenciais compradores estarem confiantes no cumprimento desse prazo», justificou Sónia Eugénio, escusando-se, no entanto, a revelar qualquer informação sobre os investidores interessados.

Entusiasmado com a anunciada reabertura dos escorregas do Onda Parque no próximo verão, Hélder Nogueira, gestor da página do facebook 'Reconstrução do Onda Parque', que também está a acompanhar o processo, disse à agência Lusa que o investimento global, de acordo com as estimativas dos potenciais compradores, deverá situar-se «entre os 6 e os 9 milhões de euros, valor que inclui o montante necessário para a aquisição dos terrenos».

«O prazo de execução das obras está estimado em 6/7 meses», acrescentou Hélder Nogueira, convicto de que será possível recuperar uma parte significativa das antigas infraestruturas do Onda Parque.

À espera que o negócio se concretize está, também, o dono dos terrenos, o empresário de construção civil Libório Temporão, que em tempos teve outros projetos para os terrenos - que adquiriu, em 2005 ao antigo proprietário do Onda Parque, de nacionalidade holandesa -, mas que nunca se concretizaram.

«O que está previsto é a venda da empresa Impredível, que tem como único património os terrenos do antigo Onda Parque», disse à Lusa Libório Temporão.

Fonte da Câmara Municipal Almada escusou-se a tecer qualquer consideração sobre a eventual reabertura do Onda Parque em 2015, referindo, apenas, que «até ao momento não deu entrada nos serviços da autarquia qualquer pedido relacionado com esse projeto».