O Governo pode considerar diferentes cenários para garantir a sustentabilidade da dívida, sendo que a estratégia do Executivo foi aquela que foi acordada com a troika, lembrou Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, que está a responder aos deputados na Comissão de Orçamento e Finanças.

«A sustentabilidade da dívida é um tema complexo, fala-se sistematicamente de um rácio de dívida de 130%, mas não é o que corresponde à dívida líquida, que fica abaixo dos 120% do PIB», sublinhou a responsável, acrescentando que esta dívida, «naturalmente elevada», exige uma consolidação orçamental «no imediato» e manutenção dos excedentes primários no futuro.

Maria Luís Albuquerque defendeu que podem ser considerados diferentes cenários, conforme as hipóteses que se estabelecem para a inflação, taxas de juro no mercado, entre outras, e que levam a uma conclusão de sustentabilidade.

«Há várias combinações possíveis que garantem a sustentabilidade da dívida: o saldo primário, inflação, crescimento do PIB...Aquelas com que estamos a trabalhar são as que estão acordadas com a troika», concluiu.