Ministro das Finanças recusa que a tragédia de Pedrógão ou o roubo de armas em Tancos tenham sido resultado das cativações orçamentais. Uma resposta ao ataque do PSD, pelo deputado Duarte Pacheco, durante uma comissão no Parlamento onde Mário Centeno está a ser ouvido e a responder aos deputados.

"O que está a acontecer em Portugal é reflexo das opções políticas do atual Governo. Para satisfazer algumas clientelas põe em risco o próprio Estado", disse o social-democrata.

O deputado Paulo Trigo, do PS, saiu em defesa do Executivo: "meus amigos, [Teresa Leal Coelho dir-lhe-ia mais tarde que não se pode dirigir à comissão nestes termos mas sim por deputados ou membro do Governo]é muito fácil ao PSD, e a alguns ministros, pedirem a cabeça de ministros, etc. Mas estes problemas não são de hoje”.

Depois da correção, de Teresa Leal Coelho, que preside à comissão, Centeno retomou a palavra para dizer que o "Orçamento da Autoridade Nacional de Proteção Civil foi reforçado ao longo do ano de 2016 mas a verdade é que o número de bombeiros, entre 2011 e 2015, caiu 10% e em 2016 subiu 2,54%".

Este foi o monte para que o deputado do CDS-PP, João Almeida que, nestes anos tutelava a ANPC reagisse. "Foi uma situação conjuntural. Meramente estatística, de transição de trabalhadores de uma entidade para outra que está bem explicada no relatório. Ser referida como opção politica não é sério".

Já falava também Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, para dizer que se Centeno não quer que se faça uma interpretação abusiva do papel das cativações “tem uma forma fácil de resolver o problema: é explicar onde é que elas estão".

Centeno voltou à carga e assegurou que “daquilo que estamos a falar, e dos serviços dos Estado, aos quais demos, e continuamos a dar prioridade, essas cativações não existiram”.

O certo é que ano passado, o Governo fez cativações orçamentais na ordem dos mil milhões de euros. O ministro garante que foi em organismos com receitas próprias e ministérios.