O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje a proposta da Comissão Europeia de reduzir de 130 g/km em 2015 para 95 g/km em 2020 as emissões de dióxido de carbono (CO2) dos automóveis novos vendidos na União Europeia (UE).

O texto, que foi já negociado com os Estados-membros, autoriza também a introdução de um sistema de supercréditos, segundo o qual cada veículo menos poluente ganha créditos adicionais para a frota do fabricante, de 2020 a 2022.

A meta de 95 gramas permite, segundo o relatório, permite reduzir em 15 milhões de toneladas as emissões de CO2 por ano.

O regulamento, aprovado em plenário por 499 votos a favor, 107 contra e 9 abstenções, fixa um objetivo de 95 gramas de CO2/km de emissões médias para a frota de automóveis novos matriculados na UE em 2020, aplicando-se aos fabricantes que produzam mais de 1000 veículos por ano.

O sistema de supercréditos permite que os veículos com baixos níveis de emissões acumulem créditos adicionais para a frota do fabricante, no período de 2020 a 2022, e sujeito a um limite máximo de 7,5 g de CO2/km nesse período para cada fabricante.

Para o cálculo das emissões médias específicas de CO2, cada automóvel novo de passageiros com emissões específicas de CO2 inferiores a 50 g CO2/km equivalerá a 2 automóveis de passageiros em 2020; 1,67 automóveis de passageiros em 2021; 1,33 automóveis de passageiros em 2022; e 1 automóvel de passageiros em 2023.