O ministro da Solidariedade e do Emprego apresentou esta quarta-feira aos parceiros sociais um conjunto de medidas de promoção do emprego, direcionadas para desempregados de longa duração, apoios à mobilidade temporária e promoção da igualdade de género.

À saída do Conselho Económico e Social, Pedro Mota Soares anunciou que estão em causa a medida Vida Ativa, de formação em contexto de local de trabalho, através da qual o Governo pretende atingir 20 mil trabalhadores até abril, bem como a medida Reativar, que visa criar oportunidades para desempregados de longa duração.

Neste caso, o Governo quer atingir 12 mil portugueses ao longo de todo o ano, estimando investir neste programa 43 milhões de euros.

Outros diplomas apresentados esta quarta-feira para discussão com os parceiros contemplam também ajudas para a deslocação temporária de trabalhadores e promoção da igualdade de género, com o ministro a afirmar que o programa atualmente existente nesta área «não satisfaz» o Governo.

Pedro Mota Soares adiantou aos jornalistas que está disponível para acolher as sugestões dos parceiros, nomeadamente em matéria de proteção social e que os diplomas relativos à mobilidade e à igualdade de género incluem a totalidade dos desempregados, e não apenas os de longa duração.

À saída da concertação social, a UGT lançou avisos à nova medida de emprego, que prevê reintegrar desempregados de longa duração com mais de 30 anos. Já a CGTP considera que estes novos estágios profissionais, financiados pelo Estado, são uma forma de camuflar a taxa de desemprego que afeta o país.