Entre os vários setores, 2016 já contou com um total de 83 greves, a maioria das quais feitas pelos enfermeiros. Ora são precisamente estes profissionais que cumprem esta quinta-feira a terceira paralisação nacional, depois de terem feito 13 greves regionais ou locais, desde maio. Houve vários tipos de greves: durante um dia ou mais, ou durante algumas horas dos respetivos turnos.

O que reivindicam os trabalhadores pelo país fora? Sobretudo aumentos salariais e melhores condições de trabalho, a par da salvaguarda de direitos adquiridos ou do pagamento de vencimentos em atraso.

No caso dos enfermeiros é a reposição das 35 horas de trabalho para todos (isto porque a generalidade dos funcionários públicos recuperou esse horário laboral, mas os enfermeiros com contrato individual de trabalho não), assim como do valor do trabalho extraordinário e a necessidade de contratação de mais profissionais que estão na origem dos protestos dos enfermeiros. 

Segundo informação do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEF), que tem convocado as greves do setor, os 3.500 enfermeiros com vínculo de funcionário público voltaram às 35 horas em julho, enquanto os 9.000 que têm contrato individual de trabalho continuam obrigados a cumprir 40 horas.

Greves mês a mês

De acordo com dados facultados pela CGTP, contabilizados pela agência Lusa, que os cruzou com as suas notícias sobre greves desde o início do ano, o mês de agosto foi aquele em que se realizaram mais greves, num total de 13. Seis delas greves foram feitas alternadamente por enfermeiros das zonas norte, centro e sul do país.

Sem contar com o mês de outubro, que ainda não chegou a meio, janeiro foi o mês com menor número de paralisações, um total de 5, entre as quais a única greve nacional da função pública deste ano, realizada a 29 de janeiro.

Em fevereiro realizaram-se 6 greves e em março o número de paralisações aumentou para 14, entre totais e parciais. Em abril registaram-se 12 greves e em maio 13, entre as quais a primeira dos enfermeiros, da região norte, e uma dos carteiros de Famalicão.

Junho contou com 10 greves e julho com 12, entre as quais as greves nacionais dos enfermeiros de 14 de junho e de 28 e 29 de julho.

Em setembro, o número de greves baixou para 6. Destas destas, 5 foram feitas pelos enfermeiros de Barcelos, Braga e do Baixo Alentejo, Hospital de Almada e Hospital de S. João, no Porto.

Nos primeiros dias de outubro realizaram-se duas greves, dos enfermeiros de braga e dos Açores. A greve não entrou para esta contabilização.