A adesão à greve de hoje nos Transportes Sul do Tejo (TST) é de 31,6%, segundo fonte oficial da empresa, enquanto o sindicato reconhece uma adesão «mais fraca» em relação a paralisações anteriores, mas sem avançar números.

Os trabalhadores dos TST estão a realizar uma greve de 24 horas, na empresa que opera na região de Setúbal, contra a aplicação dos tempos de disponibilidade, período em que o trabalhador, embora não esteja obrigado a permanecer no local de trabalho, pode ser chamado em caso de necessidade.

«Esta greve surge no seguimento de outras ações de luta que já desenvolvemos contra a aplicação dos tempos de disponibilidade, a redução salarial e os atropelos ao Acordo de Empresa», disse à agência Lusa João Saúde, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

O sindicalista admitiu que a adesão à greve de hoje «é mais fraca» em relação a anteriores paralisações, mas recusou avançar com números até terminar um plenário em Almada.

«A adesão fraquejou em relação a lutas anteriores, porque quanto mais se enfrenta a fera mais esta se assanha e existem trabalhadores que têm menos capacidade de resistir. Vamos realizar o plenário e decidir o que fazer no futuro», acrescentou.

Indicando que a adesão à greve é de 31,6%, fonte oficial dos TST explicou à Lusa que os tempos de disponibilidade não são considerados tempos de trabalho, podendo os trabalhadores dispor livremente desses períodos, desde que exista conhecimento prévio dos mesmos.

«Esses tempos de disponibilidade são remunerados como tempo normal de trabalho, acrescido de um suplemento monetário. Estes tempos de disponibilidade não são considerados para efeitos de contabilização de horas extraordinárias», frisou.