O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que a zona euro regresse ao crescimento em 2014, antecipando um aumento de 1,2% do PIB, mas alerta para os riscos que existem, incluindo os elevados níveis de desemprego e de dívida.

No World Economic Outlook, que inclui as previsões macroeconómicas da organização, o FMI estima que as economias da área do euro cresçam 1,2% em 2014 e 1,5% em 2015, depois de terem fechado o ano de 2013 com uma recessão de 0,5%.

Em relação à taxa de desemprego, a instituição liderada por Christine Lagarde antecipa que, depois de ter atingido os 12,1% em 2013, a taxa de desemprego caia ligeiramente para os 11,9% em 2014 e para os 11,6% em 2015.

Nas previsões mais recentes da Comissão Europeia, de fevereiro deste ano, Bruxelas estimava que a zona euro crescesse 1,2% este ano e 1,8% em 2015. Quanto ao desemprego, as previsões apontam para uma taxa de desemprego de 12% em 2014 e de 11,7% em 2015 na zona euro.

No documento hoje divulgado, o Fundo reconhece que «a procura interna na zona euro, finalmente, estabilizou e voltou a terreno positivo», mas alerta para os riscos que ainda se colocam.

Entre os riscos apontados pela organização estão o desemprego e a dívida elevados, o baixo investimento, as condições de crédito e a fragmentação financeira, considerando o FMI que estes fatores «podem pesar na recuperação económica.

O FMI alerta que a recuperação «é desigual entre países e setores», destacando que «o investimento privado ainda tem de recuperar fortemente na área do euro» e que «as balanças correntes melhoraram assimetricamente», sendo positivas nas economias centrais e ainda deficitárias nos países em dificuldades.