O novo instrumento de poupança do Estado está a ter elevada procura e, por isso, o Governo decidiu ontem duplicar o valor que pretende emitir em Obrigações do Tesouro de rendimento variável.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública aumentou então o montante da série de OTRV, de 350 milhões para 750 milhões de euros.

As obrigações do tesouro de rendimento variável oferecem uma taxa de juro bruta de 2,2%, muito acima da rentabilidade dos depósitos a prazo, mas não garantem o capital antes da maturidade.

Estas obrigações são emitidas por um período de 5 anos. Assim, o reembolso é feito em maio de 2021, já que o período de subscrição pública deste novo produto do retalho começou a 26 de abril e decorre até 16 de maio.

Cada subscritor tem de investir um mínimo de mil euros e tem então direito a receber um juro variável, pago semestralmente, a uma taxa anual nominal bruta igual à Euribor a seis meses, acrescida de 2,20%, com uma taxa de juro mínima de 2,20%.

Estes títulos serão admitidos à negociação no mercado regulamentado Euronext Lisbon, sujeitas às condições de mercado, "o que constitui uma garantia da liquidez do produto até ao seu vencimento", segundo o ministério das Finanças.