A Portugal realizou hoje uma operação de troca de dívida, (re) comprando dívida que se vencia proximamente em troca de dívida com um prazo de vencimento (maturidade) mais longo.

O IGCP-Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública concluiu uma operação de troca de dívida que vencia entre 2017 e 2019 por títulos com maturidade em 2025 e 2037.

Feitas as contas IGCP comprou 547, 3 milhões de euros da OT que venciam a 16 de outubro de 2017 a 105,104; 314,5 milhões de euros da OT de 15 de Junho de 2018, a 107,38 e 150 milhões de euros da OT com maturidade a 14 de junho de 2019 a 110,21.

Paralelamente, o instituto vendeu 732,8 milhões de euros da OT com término a 15 de outubro de 2025, a 100,03 e 279 milhões de euros da OT de 15 de abril de 2037, a 103,81.

Uma operação que atrai investidores e permite ganha margem financeira ao estender muito as maturidades.

À TVI Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa disse que “Neste tipo de operações não podemos olhar para o juro, para o cupão, ou para a yield dos títulos. O mais relevante – e o que interessa ao Estado português – foi conseguir fazer o chamado 'roollover' da dívida, isto é, trocar dívida que teria que ser paga em breve, por dívida que só terá que ser paga mais tarde”.

Ou seja, o Estado comprou tempo. Já não terá que amortizar em 2017, 18 e 19, passando dois terços dessa dívida para 2025 e um terço para 2037. “Mantém-se a dívida, mas estende-se o prazo. Do ponto de vista do interesse do país, acho que foi uma operação positiva”, acrescentou o responsável do Banco Carregosa.