O Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) regista sinais de desaceleração no crescimento económico na zona euro e de estabilidade nos Estados Unidos e no Japão.

Com base nos indicadores compostos avançados hoje divulgados, a OCDE sublinha que esta desaceleração é visível nos grandes países da zona euro, como Alemanha, França e Itália.

O indicador - que mede por antecipação inflexões no ciclo económico - desceu no conjunto da zona euro 16 centésimas para 99,93 pontos, abaixo do nível 100 que marca a média de longo prazo.

O decréscimo foi de 19 centésimas para Itália (para 100,03 pontos), de 17 para a Alemanha (para 100,16), de 14 para França (para 99,71) e de 11 para Espanha (para 99,64).

As maiores quedas mensais dos países da moeda única europeia ocorreram na Irlanda (41 centésimas para 98,52 pontos), Eslovénia (32 centésimas para 99,01 pontos) e Grécia (31 centésimas para 99,10).

Também na Europa, mas no exterior da zona euro, a queda no Reino Unido foi de oito centésimas para 99,08 pontos.

Fora do Velho Continente, o Canadá registou um recuo de 14 centésimas para 99,62 pontos e Chile de 13 centésimas para 101,84 pontos.

Não houve qualquer variação nos indicadores dos Estados Unidos (100,18 pontos) nem do Japão (99,97).

Entre as poucas progressões mensais dos membros da OCDE esteve o México, de duas centésimas para 98,41 pontos.

Em relação às grandes economias emergentes, que não pertencem à OCDE, a China destacou-se por um incremento de 31 centésimas para 99,59 pontos e a Índia de 25 centésimas para 101,43.

Em contrapartida, o Brasil registou um recuo de 15 centésimas, mas para 103,56 pontos, o maior valor dos países para os quais a OCDE calcula estes indicadores compostos avançados.