O presidente da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) alertou hoje que qualquer agravamento nos “custos de funcionamento” das empresas que venha a constar no Orçamento do Estado motivará um “menor crescimento” do setor e da economia.

“Tudo o que venha agravar os custos de funcionamento das empresas é muito sensível para nós. A indústria automóvel trabalha com grandes volumes e margens muito apertadas e, por 1% ou 2%, ganha-se ou perde-se um projeto, cresce-se ou deixa-se de crescer. Tudo o que seja crescimento de custos da energia, de taxas, de impostos, tudo o que seja agravamento das nossas condições, vai traduzir-se imediatamente em menor crescimento”, afirmou Tomás Moreira.

Em declarações aos jornalistas à margem do ‘Encontro da Indústria Automóvel - 50 Anos de Competitividade, que hoje decorre em Santa Maria da Feira, o responsável assumiu que os associados da AFIA “estão preocupados com os sucessivos aumentos substanciais de custos, também salariais”, e considerou que “o salário mínimo não deveria evoluir mais do que aquilo que as empresas conseguem encaixar dentro das suas competitividade e produtividade”.