O Fundo Monetário Internacional diz que o encerramento de serviços governamentais nos EUA, causado pelo impasse nas negociações orçamentais, foi desvalorizado pelo mercado de capitais, mas a incerteza pode retrair o crédito.

«Os efeitos do encerramento de serviços governamentais nos mercados têm sido relativamente pequenos», disse a diretora adjunta do Departamento dos Mercados de Capital e Monetário, Laura Kodres na quarta-feira, citada pela Lusa.

As bolsas internacionais reagiram hoje com indiferença ao encerramento parcial de serviços governamentais. Os investidores já tinham descontado o resultado da batalha entre republicanos e democratas no congresso sobre o orçamento para o ano orçamental 2014, que começou em 01 de outubro.

Kodres, porém, avisou que a incerteza criada pelo impasse político pode levar a um aperto na concessão de crédito na maior economia mundial.

Antes, fora o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, a afirmar que o impasse orçamental nos Estados Unidos pode ser um risco não só para aquele país, mas também para todo o mundo.

«A paralisia, a prolongar-se, representa um risco. Por agora, a impressão é de que não vai acontecer», afirmou Draghi em Paris.

Também em Paris, o ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, preveniu os seus pares que o bloqueio orçamental nos EUA poderia dificultar a recuperação económica em França.

Já na Alemanha, uma porta-voz governamental, Steffen Seibert, disse à imprensa que «o Governo alemão está a seguir os acontecimentos nos EUA de muito perto e lamenta que o conflito sobre o orçamento ainda não tenha sido resolvido».

Acrescentou ainda que os técnicos do Governo garantiram que «se o período de tempo no qual a situação se prolongue for curto e houver um acordo dentro de duas semanas, então o impacto económico nos EUA e no resto do mundo não deve ser significativo».