[Atualizada às 9:51]

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, acredita que a situação na Zona Euro está a estabilizar. O responsável sublinhou que os «maiores problemas» na região estão neste momento «sob controlo», adiantou em entrevista ao De Tijd.

 

Na mesma entrevista, citada pela Bloomberg, o presidente do Eurogrupo explica que a maioria dos países do euro estão gradualmente a reduzir os seus défices para um valor inferior a 3%.

Apesar da pressão para que os défices estejam sob controlo, Jeroen Dijsselbloem lembra agora que é necessário equilibrar medidas de redução orçamental, com reformas económicas.

jornal francês de negócios Les Echos, o responsável considerou que pode existir uma Zona Euro sem orçamento e que poderia ser criado um círculo permanente de ministros de Finanças.

«Eu sei que algumas pessoas pensam que a união económica e monetária não pode funcionar sem um orçamento, mas eu não concordo com eles», disse o responsável holandês.

Dijsselbloem defende a ideia de uma política de incentivo «de contratos» entre Bruxelas e os Estados-membros de forma a vincular as reformas às ajudas.

«Se um país não está convencido de que é de seu interesse reformar e modernizar, então ele não pode motivar o exterior», resumiu.

Jeroen Dijsselbloem rejeitou finalmente a necessidade de existir um presidente permanente do Eurogrupo, tal como tinha sido sugerido em outubro pelo seu homólogo francês, Pierre Moscovici, quando se apercebeu da sua ausência na reunião de outono do FMI em Washington.

«O Eurogrupo funciona bem sem ele. Como dizemos, não há necessidade de corrigir o que não está quebrado», concluiu.

«Só a França apontou a minha ausência na última reunião do FMI, porque eu tinha obrigações orçamentais nacionais. Mas desde que eu soube que meus colegas chineses e japoneses também não tinham conseguido estar presentes em grandes eventos, sem que isso tenha constituído qualquer problema», argumentou o ministro holandês.