A Direção-Geral do Orçamento (DGO) divulga esta terça-feira o valor do défice das administrações públicas até julho, na síntese da execução orçamental acumulada até ao mês passado.

Na primeira metade deste ano, o défice orçamental melhorou cerca de 400 milhões de euros face ao mesmo período de 2014, situando-se em 3.804,3 milhões de euros, de acordo com os números divulgados na última síntese da execução orçamental, relativa a junho.

Entre janeiro e junho, o Estado arrecadou quase 17.800 milhões de euros em impostos, mais 4% do que em 2014, dos quais quase 12.800 milhões de euros dizem respeito a receitas de IRS e IVA.

A receita fiscal líquida acumulada do Estado ascendeu a 17.782,2 milhões de euros até junho, mais 645,5 milhões de euros do que os 17.136,8 amealhados no mesmo período de 2014.

Até junho, as receitas de IRS e de IVA atingiram 12.779,4 milhões de euros, o que representa um aumento conjunto de 4,2% face aos 12.261,8 milhões de euros registados no mesmo período de 2014.

Quando os dados de junho foram divulgados, o Governo admitiu que, caso a tendência de crescimento se mantenha até ao final do ano, poderá devolver 100 milhões de euros em crédito fiscal da sobretaxa de IRS em 2016.

Os números divulgados pela DGO são apresentados em contabilidade pública, ou seja, têm em conta o registo da entrada e saída de fluxos de caixa, e a meta do défice fixada é apurada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em contas nacionais, a ótica dos compromissos, que é a que conta para Bruxelas.

No final de junho, o INE divulgou que, em contas nacionais, o défice do primeiro trimestre de 2015 foi de 5,8% do PIB, um número ainda longe da meta do Governo para o conjunto do ano, que é de 2,7% do PIB.