Mais de 15.000 milhões em impostos


A síntese de execução orçamental da DGO divulgou, também, que o Estado arrecadou mais de 15.200 milhões de euros até maio, um crescimento de 4% face ao mesmo período do ano passado, devido sobretudo ao aumento da receita arrecadada com impostos indiretos.

A receita fiscal líquida acumulada do Estado ascendeu a 15.223,7 milhões de euros até maio, mais 586,9 milhões de euros do que os 14.636,9 milhões arrecadados no mesmo período do ano passado.

Até maio, a receita líquida dos impostos diretos ascendeu a 6.704,1 milhões de euros, um aumento de 1,3% face aos 6.618,9 milhões de euros registados no mesmo período de 2014, enquanto a receita líquida dos impostos indiretos atingiu os 8.519,6 milhões de euros, uma melhoria de 6,3% perante os 8.018 milhões de euros registados no período homólogo de 2014.

Nos primeiros cinco meses deste ano, e perante o mesmo período do ano passado, a receita arrecadada com o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRS) subiu 0,7% para 4.792,4 milhões de euros e o montante amealhado com o Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC) aumentou 0,3% para 1.861,2 milhões de euros.

No que diz respeito aos impostos indiretos, a DGO destaca o desempenho da receita líquida dos impostos sobre o Valor Acrescentado (IVA), Veículos (ISV), sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) e Único de Circulação (IUC).

A variação mais acentuada verificou-se na receita amealhada com o ISV, que subiu 25,3% para os 233,6 milhões de euros, seguida do montante arrecadado pelo IUC, que subiu 10,5% para os 118,9 milhões de euros até maio face ao mesmo período de 2014.

A receita arrecadada com o IVA aumentou de 7,9% no período homólogo, de 5.850,4 milhões de euros em maio de 2014 para os 6.312,6 milhões de euros em maio deste ano; enquanto o ISP aumentou 7,8%, de 838,1 milhões de euros nos primeiros cinco meses do ano passado para 903,3 milhões de euros no mesmo período de 2015.

No entanto, a DGO registou uma descida na receita arrecadada com o Imposto sobre o Tabaco (IT): até maio, o montante proveniente deste imposto desceu 21,2% para os 325,2 milhões de euros, quando no mesmo período de 2014 significava 412,8 milhões de euros.

A entidade liderada por Manuela Proença destaca ainda os valores cobrados até maio em sede de Contribuição Extraordinária sobre o Sector Bancário e Contribuição sobre o Setor Energético (outros impostos diretos) no valor de 24,9 milhões de euros e de 23,9 milhões de euros, respetivamente.
 

Mais de 1.000 milhões pagos à Troika



1.000 milhões de euros em juros e comissões





Portugal pagou 2.777,3 milhões de euros em juros e comissões até maio, mais 23,6% do que no período homólogo,