"Novo saque fiscal". É assim que o Automóvel Club de Portugal (ACP) reage à proposta de Orçamento do Estado para 2018, que aumenta o IUC e o o ISV, acusando o Governo de estar obcecado com a arrecadação de receita fiscal. Os carros de maior cilindrada vão pagar mais.

Em todos os aspetos, é um Orçamento sem outro objetivo além da receita fiscal”.

O ACP, em comunicado hoje divulgado, acusa ainda o executivo de uma “grave falta” de articulação interna e um “profundo desrespeito” pelos automobilistas.

A proposta de OE para o próximo ano, entregue na sexta-feira ao parlamento, introduz um aumento médio de 1,4% do Imposto Único de Circulação (IUC), o antigo selo do carro, mantendo os adicionais ao IUC e ao Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP).

Além destes aumentos, o ACP critica a subida do imposto de selo no crédito ao consumo, que diz ter “um aumento significativo” na compra de automóveis ao longo deste ano.

Nos carros novos, pagam os ligeiros de passageiros, os ligeiros de mercadorias e as motos. Sejam mais ou menos poluentes, todos vão pagar mais. É um Orçamento sem outro objetivo além da receita fiscal”.