A Câmara de Alenquer prevê criar 48 novos postos de trabalho em 2015, 30 dos quais para funcionários da área da limpeza urbana, de acordo com o orçamento para esse ano, aprovado pelo executivo municipal.

O presidente da Câmara, Pedro Folgado, disse à Lusa que, no mapa de pessoal aprovado esta segunda-feira, a abertura de postos de trabalho, previsto no Orçamento de Estado para 2015, «reflete a mobilidade de trabalhadores que passaram por requalificações académicas e da função pública, além do recrutamento de novos trabalhadores, nomeadamente para o departamento de limpeza urbana».

O orçamento municipal, que hoje foi aprovado por maioria com os votos contra de toda a oposição, prevê uma verba de 142 mil euros para pagar os novos postos de trabalho, mas segundo o autarca «não aumenta a despesa» da câmara com pessoal, porque saíram trabalhadores por causa de «rescisões e aposentações que têm de ser substituídos».

O Orçamento, de 28,3 milhões de euros, prevê uma verba de 300 mil euros para projetos propostos pelos cidadãos residentes no concelho, no âmbito da discussão do orçamento participativo.

Dos projetos em votação no site do município até 15 de novembro, consta a recuperação de fontes e lavadouros públicos, construção de parques infantis, melhoramentos em escolas, criação de infraestruturas para receção aos turistas, alcatroamentos de ruas, requalificação de ribeiras, melhoramentos a pensar em pessoas com mobilidade reduzida ou ciclovias.

Segundo a maioria socialista na autarquia, as apostas para 2015 passam pela criação de percursos pedestres e cicláveis, requalificação de escolas, investimento de dois milhões de euros para a revitalização da rede rodoviária e obras municipais, reforço de ajuda alimentar a carenciados em cerca de 35 mil euros e em medidas de apoio à natalidade (300 mil euros).

Pedro Folgado disse à agência Lusa que se trata «de um orçamento próximo da realidade», com previsão da receita e da despesa 1,2 milhões abaixo de 2014.

Na discussão do documento, o vereador do PSD/CDS-PP, Nuno Coelho, afirmou que espera que «as boas intenções se traduzam em ações», face à apertada margem de investimento da autarquia.

Depois de questionar a maioria PS sobre os encargos da dívida, que em 2015 serão de 1,8 milhões de euros, entre pagamento a fornecedores e empréstimos, o social-democrata alertou que a «Câmara precisa de 20 milhões para funcionar» e que, pelas suas contas, tem receitas fixas que rondam apenas os 19 milhões de euros.

«Com o nível de encargos é complicado a Câmara assumir a quota-parte dos investimentos candidatáveis a fundos comunitários sem fazer empréstimos que, por sua vez, vão aumentar o endividamento», sublinhou.

O município possui uma dívida de 13 milhões de euros, dos quais 7,8 milhões são de empréstimos de médio e longo prazo e 3,5 milhões a fornecedores.