O Governo confia que não serão precisas medidas adicionais ao Orçamento do Estado para 2016, reiterou este sábado o primeiro-ministro, garantindo que se houver necessidade elas serão tomadas, mas poupando salários, pensões, impostos sobre o trabalho e bens essenciais do IVA.

Em entrevista à TSF e ao DN, da qual foram divulgados excertos na página da internet da rádio, no sábado à noite, António Costa foi questionado sobre o plano B ao Orçamento do Estado para 2016 e insistiu que o Governo tem "toda a confiança" de que poderá chegar a maio "sem necessidade de qualquer medida adicional".

Se houver necessidade de medidas adicionais, elas serão tomadas. Também já se sabe quais não serão as medidas adicionais: não serão medidas adicionais que cortem salários, que cortem pensões, nem impostos sobre o trabalho, nem sobre bens essenciais do IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado]", assegurou.

Na opinião do primeiro-ministro, "a mensagem de tranquilidade e estabilidade política que o Presidente da República tem transmitido ao país é também ela positiva".

Para Costa, é ainda benéfico "as pessoas verificarem - depois de estranharem num primeiro momento - que a maioria parlamentar funciona, que conseguiu aprovar um orçamento, que o país está a retomar a sua normalidade".

É evidente que estes eram os meses que eram essenciais para ir dissolvendo estas incertezas e ir reforçando as certezas", considerou.

O governante sublinhou a instabilidade internacional que se vive atualmente, com um panorama europeu “entre atentados terroristas, a ameaça do Brexit, a ameaça do fecho das fronteiras".

Os cenários em muitos dos nossos mercados de exportação não são positivos", avisou Costa, reconhecendo, por outro lado, "o nível de desemprego extremamente elevado" que tem Portugal.