Os trabalhadores da SATA afetos ao Sindicato Nacional da Aviação Civil (SINTAC) anunciaram esta quarta-feira uma greve parcial de 17 de abril a 15 de maio para tentar «reparar os prejuízos infringidos» pela companhia aérea açoriana ao pessoal de terra.

«Estão em causa as regressões de carreira impostas pela SATA e o desrespeito total pelos trabalhadores afetos ao SINTAC», declarou o porta-voz do sindicato à agência Lusa.

Filipe Rocha diz que «há trabalhadores a perderem ainda muito dinheiro, não devido aos cortes impostos pelo Orçamento do Estado de 2013, mas derivado de uma ação» que entende «ser um castigo» por os trabalhadores terem mudado de sindicato.

«Regrediram a carreira dos trabalhadores. Estamos a falar de trabalhadores que perdem todos os meses cerca de 400 euros», afirmou.

Filipe Rocha refere que os 25 a 30 por cento dos trabalhadores de terra da SATA afetos aos SINTAC vão fazer greve às duas horas iniciais e finais dos seus turnos.

«Queremos que seja reposta por parte da SATA a legalidade para com estes trabalhadores», referiu Filipe Rocha, que acrescenta que a companhia tem vindo a «adiar constantemente» reuniões.

«Não há nenhum compromisso porque até em sede de negociações com a plataforma de sindicatos, relativo ao Orçamento do Estado 2014, tem sido muito difícil conseguir reunião», declarou.

Filipe Rocha afirma que a SATA entende que «o dossiê 2013 está encerrado» mas para o SINTAC não.

«E certamente que, desta vez, o nosso interlocutor não será a SATA mas o Governo dos Açores», acrescentou.

O sindicalista do SINTAC refere que houve o cuidado de não fazer coincidir a paralisação com as datas das festas do Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada, e com o maior evento desportivo dos Açores, o Rally SATA.