O Conselho de Administração do BPI considera que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada pelo espanhol CaixaBank é “oportuna”, na medida em que “pode reforçar a capacidade” do banco para enfrentar os desafios e oportunidades do setor.

“O Conselho de Administração entende que a Oferta do CaixaBank é oportuna, na medida em que pode reforçar a capacidade do BPI para enfrentar os desafios e oportunidades que se colocam ao setor bancário, designadamente a pressão significativa sobre as fontes de receitas, crescentes exigências de capital, aumento dos custos regulatórios, transformação digital e consolidação”, lê-se no relatório do Conselho de Administração hoje divulgado.

No documento, divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Conselho de Administração considera a oferta “amigável, por provir de uma instituição financeira de grande credibilidade, que é acionista do BPI desde 1995”, e avalia a consolidação do BPI no CaixaBank como “potencialmente positiva”.

Recorde-se que o banco espanhol oferecia inicialmente 1,113 euros por ação e, depois da desblindagem de estatutos ter sido votada, favoravelmente, pelos acionistas, abrindo caminho para o sucesso da oferta, o preço subiu para 1,134 euros.

Administradordo grupo Violas renúncia a cargo no conselho

A posição do conselho de administração do BPI surge no mesmo dia em que o banco anunciou, em comunicado, que Edgar Alves Ferreira renunciou ao cargo no conselho. "Informa-se que o senhor eng.º Edgar Alves Ferreira apresentou hoje a sua renúncia ao cargo de vogal do conselho de administração do banco BPI, S.A.", diz o comunicado.

Assumindo a minha divergência profunda quanto à deliberação deste conselho de administração considerar oportuna a OPA em curso, e, bem assim, com a legitimidade que me advém do facto de ter sido o único administrador que não votou favoravelmente esta alienação de 2% do BFA pelo ridículo valor de 28 milhões de euros e por considerar, inclusive, que estes atos de gestão no decorrer de uma OPA, são suscetíveis de conduzir à apreciação e responsabilização judicial dos membros deste conselho de administração, informo que formalizarei hoje mesmo por carta ao banco BPI a minha renúncia ao cargo de membro deste conselho de administração”, a citação consta da declaração de direito de voto do administrador que é o representante do grupo Violas no conselho do banco. Alves Ferreira era, até agora, o representante da Violas Ferreira Financial, que detém quase 3% do banco.