
A Abertis, terceira maior acionista da Brisa, continua a considerar que o preço oferecido no âmbito da Oferta Pública de Aquisição (OPA) «subvaloriza» o valor da concessionária de autoestradas, disseram fontes da empresa espanhola.
A 29 de março, a Tagus (detida a 55 por cento pela José de Mello Investimentos e a 45 por cento pela Arcus European Infrastructure Fund) anunciou uma OPA sobre a totalidade do capital social da concessionária, pelo preço de 2,66 euros por ação.
Esta semana, a Tagus aumentou o preço proposto na OPA em 10 cêntimos, oferecendo 2,76 euros por ação da Brisa, o que o conselho de administração da concessionária considerou hoje ser «um elemento positivo».
A posição da administração da Brisa consta de um relatório divulgado hoje ao mercado, que foi aprovado por unanimidade numa reunião em que estiveram presentes todos os administradores menos um, o representante da Abertis.
Fontes da empresa espanhola disseram hoje à Lusa que a empresa não participou na reunião do conselho de administração porque o administrador chegou «10 minutos atrasado».
Contudo, se a Abertis tivesse estado presente na reunião, teria votado contra o relatório.
«A posição da Abertis não mudou», afirmaram as fontes da empresa, referindo que a oferta continua a «subvalorizar» o valor da Brisa.
A Abertis já tinha dado um parecer negativo à OPA, justificado com a subvalorização do preço da Brisa, o conflito de interesses e falta de transparência sobre o futuro da empresa.
«Os argumentos mantêm-se válidos», acrescentaram hoje as fontes da Abertis.
Os argumentos utilizados pela Abertis já foram contestados pela Brisa, que afirmou serem «acusações em fundamento».
Pelas 14:10, as ações da Brisa caiam 1,61 por cento para 2,63 euros.