“Descobriu-se que as perdas de empregos a curto prazo devido a 'offshoring' [contratação além-fronteiras] variam de zero em alguns países, para 0.7 na Holanda e quase 55 por cento de todas as perdas de empregos em Portugal”, indica o relatório, citando um estudo da Organização Internacional de Trabalho (OIT) de 2014.

Os autores sublinham que “enquanto o offshoring parece benéfico para desenvolver regiões de alguns países, tem consequências para os trabalhadores de países desenvolvidos.”


“As estimativas variam, e os impactos a longo prazo são menos claros do que os efeitos a curto prazo, mas as perdas de emprego são maiores em manufatura do que em serviços”, lê-se ainda.




“Hoje, mais de metade da população mundial tem menos de 30 anos. Esta população é tendencialmente mais saudável, tem melhor educação e consegue tirar melhor partida das tecnologias de comunicação que permitem interagir numa sociedade global. Por isso, têm expectativas mais altas em relação a trabalho, mas muitos deles não conseguem arranjar trabalho”, explica o relatório.


“Por exemplo, o desemprego jovem em 2014 era 3.4 vezes mais alto do que o adulto em Itália, quase 3 vezes mais alto na Croácia e quase 2.5 vezes mais alto na República Checa, Portugal e Eslováquia. Em termos absolutos, também era alto – 53 por cento em Espanha, 46 por cento na Croácia, 35 por cento em Portugal e 30 por cento na Eslováquia”, indica o relatório.